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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Pesquisadores brasileiros criam inovadora tecnologia de reconstrução craniana

Pesquisadores brasileiros criam inovadora tecnologia de reconstrução craniana Renato Rozental, coordenador da equipe multidisciplinar, fala a respeito Pacientes do SUS poderão ser os maiores beneficiados Tecnologia desenvolvida também possibilitará molde personalizado. Conheça detalhes sobre a criação de Unidade Piloto de impressão em 3D. Pesquisadores de oito instituições federais, estaduais e municipais desenvolveram uma tecnologia de reconstrução humana.

Acima de tudo, que traz uma grande inovação tecnológica ao processo de reconstrução em comparação às já existentes no mercado.

Renato Rozental, coordenador da equipe multidisciplinar, fala a respeito Pacientes do SUS poderão ser os maiores beneficiados. Segundo, o pesquisador da Fiocruz e também neurofisiologista Renato Rozental, coordenador da equipe multidisciplinar, foi criada uma prótese para reconstrução de defeitos ósseos extensos da calota craniana.

Ele destaca que um paciente, às vezes, pode ficar até oito anos aguardando por uma solução, certamente, porque as possibilidades existentes hoje no mercado são muito caras.

Da mesma forma, que também declara que uma prótese de titânio, pode chegar a custar até R$ 200 mil.

Além disso, o valor se refere apenas à malha de titânio, o que consequentemente, torna o acesso para a maior parte da população certamente inviável.

Enquanto, a solução criada por sua equipe é 20 vezes mais barata, ou seja, em torno de R$ 10 mil.

O que certamente, poderá viabilizar o atendimento de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

Além disso, Rozental ressaltou que o valor é sem escalonar e quando o processo for escalonado, o custo vai cair ainda mais.

Ao mesmo tempo, que a solução desenvolvida por eles é tão eficiente quanto o titânio.

Também informou que todo paciente que possui uma janela, ferida óssea ou um buraco no crânio, fica mais fragilizado.

Da mesma forma, que se colocar uma malha de titânio em sua cabeça, ele poderá sofrer um novo impacto que, consequentemente, o crânio poderá rachar.

Enquanto, a prótese desenvolvida  por eles, é feita de tal forma que, caso haja outro impacto, o que vai fragmentar é a prótese e não o crânio do paciente.


Tecnologia desenvolvida também possibilitará molde personalizado. A tecnologia também é mais adequada em comparação a de titânio, porque oferece a possibilidade de criação de um molde personalizado para cada paciente.

Que, por exemplo, pode ser feita a partir de uma ferida óssea com imagens de tomografia, que faz o negativo daquele buraco.

Depois, o molde é feito em impressora 3D, exatamente como a ferida óssea do paciente. Ou seja, personalizado para ele.

Portanto, caso haja necessidade, há a possibilidade de fazer um novo molde, o que  consequentemente, permite ao paciente sair do centro cirúrgico já com sua nova prótese e sob medida.

Em 2019, já foram criados 32 moldes, sendo vinte e três para Pernambuco e nove para o Rio de Janeiro.

Nesta primeira fase, os pesquisadores já atenderam pacientes civis e militares.

Enquanto, os militares foram vítimas de lesão por ferimento por projétil de arma de fogo, os civis, apresentaram tumores cerebrais, derrames ou traumatismo cranioencefálico, causando aumento na pressão craniana.

Neste caso, havendo a necessidade de abertura de uma janela extensa na calota craniana, que os especialistas chamam de defeito ósseo.

Além do que, todos tiveram que passar por uma reconstrução do defeito ósseo no intra-operatório (período em que decorre uma operação cirúrgica), aprovada pela Anvisa.

Patrocinados pelo Ministério da Saúde, os pesquisadores também desejam montar uma unidade piloto de impressão 3D.

Da mesma forma, que a iniciativa visa o fornecimento de próteses aos hospitais do SUS e militares de todo o país.

Consequentemente, porque esses locais, já apresentam uma grande fila de pacientes que estão  aguardando a possibilidade de reconstrução de seus defeitos ósseos.

E que certamente, estão entre as vítimas de acidentes de trânsito, ferimentos por arma de fogo, entre outros motivos.

Sem falar, também da infinidade de casos que acontecem todo ano.

Veja também a lista das instituições que fazem parte da equipe multidisciplinar
O projeto de reconstrução craniana envolveu as seguintes instituições:

Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)
Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer
Instituto de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)
Hospital da Restauração de Pernambuco
Hospital Municipal Miguel Couto do Rio de Janeiro

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